Felix Andrade une raízes sertanejas e experiências no Rio de Janeiro em nova fase musical
Natural de Vera, em Mato Grosso, o cantor e compositor Felix Andrade, de 33 anos, transforma experiências pessoais, referências do campo e diferentes vivências culturais em uma trajetória musical marcada pelo sertanejo. Criado próximo ao universo da pecuária, o artista leva para suas canções a identidade de quem cresceu em contato com a vida no interior, mas também incorporou à sua personalidade artística influências adquiridas durante os anos em que viveu no Rio de Janeiro.
A relação de Felix com a música começou ainda aos 18 anos, quando passou a escrever suas primeiras composições. A princípio, a composição surgiu como uma forma de colocar em palavras sentimentos, acontecimentos e histórias que faziam parte de sua vida. Com o tempo, porém, essa experiência ganhou novos significados e passou a ocupar um espaço cada vez mais importante em sua trajetória.
Da vida no campo para a arte
A formação de Felix Andrade está diretamente ligada às suas origens. A vivência em Mato Grosso proporcionou ao artista uma relação próxima com o ambiente rural e com elementos que fazem parte do imaginário sertanejo. Essa conexão aparece não apenas em suas referências musicais, mas também na maneira como ele procura construir suas letras e interpretar histórias.
Ao mesmo tempo em que mantém essa ligação com suas raízes, Felix teve contato com outros ambientes ao se mudar para o Rio de Janeiro. Na cidade, participou de experiências relacionadas ao teatro, à televisão e ao cinema, ampliando seu contato com diferentes formas de expressão artística.
Essa passagem por outras áreas contribuiu para que o artista desenvolvesse uma visão mais ampla sobre a própria carreira. A música deixou de ser apenas uma atividade ligada à composição e passou a representar um caminho para reunir diferentes momentos de sua história.
Uma identidade entre o sertanejo e a leveza
Atualmente, Felix Andrade segue como artista independente e trabalha na construção de uma identidade própria dentro do sertanejo. Sua proposta reúne elementos do sertanejo de raiz e da música sertaneja contemporânea, sem deixar de lado uma atmosfera mais leve, influenciada também pela experiência de vida no litoral e pela cultura carioca.
O resultado é um trabalho que procura equilibrar duas referências que, à primeira vista, podem parecer distantes. De um lado, estão as lembranças do interior de Mato Grosso, a relação com o campo e a tradição sertaneja. Do outro, aparece a vivência adquirida no Rio de Janeiro, que trouxe novas referências culturais e uma maneira diferente de enxergar a arte.
Essa mistura se tornou parte importante da personalidade artística de Felix. Em vez de abandonar suas origens ao incorporar novas influências, o cantor procura utilizar essas experiências para ampliar a forma como conta suas histórias.

Composição como forma de contar histórias
Para Felix, a música está diretamente relacionada à capacidade de transformar experiências em narrativas. Suas composições partem de sentimentos e situações que podem dialogar com diferentes públicos, especialmente por meio de temas presentes no cotidiano e nas relações humanas.
Essa característica está presente em ‘Causas de Saudade’, uma das primeiras músicas lançadas profissionalmente pelo artista. A canção representa um momento importante de sua caminhada e marca uma etapa em que Felix passa a apresentar de maneira mais concreta seu trabalho como cantor e compositor.
O lançamento também simboliza a transição entre o período de descobertas e experiências artísticas e uma fase dedicada à construção de uma carreira musical independente. A partir desse trabalho, o artista amplia sua presença no cenário sertanejo e começa a consolidar uma proposta baseada em histórias, sentimentos e referências pessoais.
Entre Mato Grosso e Rio de Janeiro
A trajetória de Felix Andrade é marcada pelo encontro de dois universos. Vera, cidade onde nasceu e cresceu, representa suas raízes e a proximidade com a cultura do campo. O Rio de Janeiro, por sua vez, trouxe experiências em outras áreas da arte e contato com um ambiente cultural diferente daquele que conhecia no interior.
Essas duas fases não aparecem como capítulos isolados. Elas se encontram na música produzida pelo artista e ajudam a explicar a sonoridade e a identidade que ele busca desenvolver.
A chamada ‘vibe praiana’, associada à sua experiência no Rio, convive com a essência caipira herdada de Mato Grosso. Essa combinação dá ao trabalho uma característica particular, principalmente pela tentativa de aproximar referências tradicionais do sertanejo de uma abordagem mais leve e contemporânea.
Mais do que apostar apenas em uma estética musical, Felix procura construir uma carreira baseada na autenticidade. A intenção é que suas músicas sejam capazes de apresentar ao público não somente um cantor sertanejo, mas também as experiências que formaram sua personalidade e sua maneira de enxergar o mundo.
Uma nova etapa na carreira
Como artista independente, Felix Andrade vive um período de construção e consolidação de seu trabalho. A experiência adquirida em diferentes áreas da cultura e as raízes sertanejas formam a base para os próximos passos de sua carreira musical.
Compositor desde a juventude, o artista encontrou na música uma possibilidade de reunir passado e presente. As lembranças de Vera, a convivência com o universo rural, os anos vividos no Rio de Janeiro e as experiências no teatro, na televisão e no cinema passam a fazer parte de uma mesma identidade.
Seu trabalho busca justamente explorar esse encontro. O sertanejo aparece como ponto de partida, mas as referências pessoais ampliam os caminhos possíveis para suas canções.
A trajetória de Felix Andrade, portanto, está relacionada à busca por uma voz própria. Entre a tradição e novas influências, o cantor mato-grossense aposta em histórias que possam despertar identificação e emoção, mantendo como elemento central a conexão com aquilo que viveu.
Aos 33 anos, Felix segue transformando experiências em música e apresentando ao público uma proposta que reúne campo, estrada, saudade, liberdade e diferentes paisagens culturais. É nesse cruzamento de referências que o artista pretende construir seu espaço no sertanejo e dar continuidade a uma história que começou com as primeiras composições aos 18 anos.







